Conheça os GEROPROTETORES - Associações eficazes no combate ao envelhecimento


O envelhecimento é um processo biológico, universal, estocástico, dinâmico e progressivo, no qual ocorrem modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que reduzem a capacidade de adaptação do indivíduo pela metade, afetando sua integridade e permitindo o surgimento das doenças crônicas. Além do declínio funcional e cognitivo, o envelhecimento é caracterizado por alterações na expressão gênica e maior estresse oxidativo, que causa mutações e encurtamento dos telômeros. Os radicais livres danificam o DNA, sendo que o envelhecimento se caracteriza pelo aumento do acúmulo de danos genéticos e redução dos reparos genômicos.

Existem várias teorias biológicas que explicam algumas características do envelhecimento, muitas delas inter-relacionadas, mas os múltiplos mecanismos envolvidos no processo ainda não são completamente conhecidos, já que a complexidade etiológica ainda representa um desafio. Segue uma breve revisão das duas principais teorias do envelhecimento celular.

Teoria da Senescência Celular

Encurtamento dos Telômeros

Leonard Hayflick, médico americano, professor de anatomia na Universidade da Califórnia e também professor de microbiologia médica na Universidade de Stanford, estudou o processo de envelhecimento por mais de trinta anos, tendo feito descobertas importantes a respeito da senescência celular e do encurtamento dos telômeros. Os telômeros são estruturas constituídas de uma sequência repetida de DNA, localizadas nas extremidades dos cromossomos, com a função de preservar a integridade dos genomas e evitar a fusão com outros cromossomos.

Em 2009, Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak receberam o Prêmio Nobel de Medicina por sua descoberta dos mecanismos de proteção dos cromossomos por meio dos telômeros.

O tamanho dos telômeros é mantido por enzimas chamadas telomerases, que adicionam repetições de seis nucleotídeos na extremidade do cromossomo. A expressão da telomerase ocorre nas células de linhagem germinativa, nas células-tronco e nas células neoplásicas, havendo nessas células uma regeneração dos telômeros e prevenção da senescência replicativa. No entanto, a maioria das células humanas somáticas normais apresenta pouca ou nenhuma atividade de telomerase.

Segundo Hayflick as células tem um momento certo para morrer, sendo o tempo de vida delas de acordo com o tamanho dos telômeros. Quando os telômeros chegam a um comprimento mínimo, específico para cada célula, ocorre a sinalização que determina a senescência e morte celular. Esse limite de encurtamento dos telômeros ficou conhecido como limite de Hayflick. Ele observou que as células cultivadas se dividiam aproximadamente cinquenta vezes antes de morrer. À medida que as células se aproximavam deste limite, apresentavam mais sinais de velhice.

Dessa forma, em 1965, Hayflick e Moorhead propuseram a hipótese da senescência celular: um processo que altera a fisiologia, limitando a capacidade de replicação das células normais em cultura. Acredita-se que, quanto mais próximas as nossas células estiverem do limite de Hayflick, mais envelhecidos estaremos. Portanto, se pudermos retardar o encurtamento dos telômeros, nos afastando deste limite, a expectativa de vida pode ser prolongada.

Sabe-se que uma boa alimentação, nível de atividade física, saúde mental e até as relações sociais influenciam no comprimento dos telômeros. Dito de outro modo, quem vive refém do estresse e dos maus hábitos tende a ficar com os telômeros mais curtos, algo capaz de comprometer a renovação celular e, por extensão, a qualidade e a expectativa de vida.

Teoria dos Radicais Livres

DNA Mitocondrial

A teoria dos radicais livres, proposta em 1956 por Denham Harman, estabelece que o envelhecimento advém dos efeitos deletérios nas organelas celulares, causados pelas espécies reativas de oxigênio (EROS), como o oxigênio singlete (O2), os radicais superóxido (O2-) e hidroxila (OH), que são geradas fisiologicamente nos organismos aeróbios.

Aproximadamente 90% das espécies reativas de oxigênio são produzidas por mitocôndrias em decorrência da fosforilação oxidativa que utiliza a oxidação controlada de NADH (nicotinamida-adenina-dinucleotídeo) e de FADH (flavina-adenina-dinucleotídeo) para a produção de energia potencial para fosforilar ADP em ATP.

Os elétrons derivados do NADH ou FADH podem reagir diretamente com o oxigênio ou com outros receptores de elétrons em vários pontos da cadeia transportadora, gerando EROS, que podem ter efeitos cumulativos, causando alterações no número, na morfologia e na atividade enzimática das mitocôndrias. Em situações extremas, esses processos resultariam na perda de eficiência funcional dessas organelas e na morte celular. Há sistemas antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos que buscam preservar a integridade celular e neutralizar esses efeitos danosos. É provável, no entanto, que os erros na síntese de enzimas contribuam para aumentar a produção de espécies reativas de oxigênio, levando a célula ao desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes, o que é chamado de estresse oxidativo.

A teoria dos radicais livres com base no DNA mitocondrial (mtDNA), denominada teoria mitocondrial do envelhecimento, postula que os mecanismos regulatórios da produção/eliminação de radicais livres vão se tornando ineficientes com o envelhecimento.

Diversos fatores podem contribuir para a redução do estresse oxidativo, como a hormese induzida pela prática regular de exercícios físicos, a restrição calórica, a ingestão de antioxidantes nutricionais e o aumento da produção de antioxidantes celulares. Em conjunto, estas ações promovem a expressão das sirtuínas e das proteínas do choque térmico, protegendo a integridade e funcionalidade mitocondriais, o que está associado à redução do envelhecimento e aumento da longevidade.

GEROPROTETORES

O conceito de Geroproteção constitui-se na terapia de suplementação de ativos que atuam na modulação de rotas biológicas e bioquímicas específicas responsáveis por nos manter jovens e saudáveis.

MODUTIN™

Especificação Técnica: fitoterápico extrato seco das flores da Rhus verniciflua com padronização em Buteína.

Replicação dos Telômeros, Sirtuínas, Câncer e Modutin™:

As sirtuínas são proteínas relacionadas com os mecanismos de regulação epigenética, devido à sua característica inerente de desacetilação de proteínas histonas e não-histonas e sua participação na ativação de proteínas celulares relacionadas ao reparo do DNA. Constitui-se numa família de proteínas evolutivamente conservada, cujo homólogo, a proteína SIR2, foi primeiramente descrita em Saccharomyces cerevisae, tendo sido caracterizada como um silenciador gênico. A SIRT1 é uma das principais Sirtuínas presentes em células de mamíferos. Assim como a maioria das sirtuínas, tem seu papel principal associado ao mecanismo de desacetilação de histonas, o que representa uma forma epigenética de regulação da transcrição de alguns genes, a exemplo do gene p53 e do regulador da via celular NF-kB2.

Dentre as inúmeras funções atribuídas, SIRT1 está relacionada com a regulação da via apoptótica, com o reparo do DNA, na fisiologia da diferenciação muscular e lipídica, com a neurogênese e a biogênese mitocondrial e com mecanismos de liberação de insulina. Em relação ao câncer, SIRT1 foi correlacionada com a inibição do crescimento de células neoplásicas associadas ao câncer de cólon, de próstata e no timo. Inúmeras outras funções são atribuídas à SIRT1, dentre elas:

  • Redução do estresse oxidativo e aumento da longevidade celular;

  • Controle do ritmo circadiano (reduzido com o envelhecimento);

  • Redução do depósito das placas beta-amilóide (o que contribui para a plasticidade neuronal);

  • Ação anti-inflamatória;

  • Controle da secreção de insulina;

  • Regulação da síntese de óxido nítrico (NO) nos vasos sanguíneos.

O papel potencial da SIRT1 nos telômeros ainda não é totalmente elucidado, porém a sua redução mostrou causar a depleção dos telômeros.

Modutin™ - Anti-inflamatório Natural e Inibidor de Aromatase

Um estudo in vitro avaliou a atividade anti-inflamatória e mecanismos moleculares do Modutin.

Os resultados mostraram uma redução significativa nas expressões do óxido nítrico sintase induzida (iNOS), ciclooxigenase-2 (COX-2), TNF-α e IL-1β. Modutin também inibiu significativamente a ativação da cinase IKB β, suprimindo assim a atividade transcricional d e NF-κβ.

Outra via importante para contornar a senescência celular é pela via mTOR, proteína cinase responsável por inibir a autofagia celular. Estudos evidenciam que Modutin suprime a atividade de mTOR , contribuindo na modulação da expressão de IL-6 e autofagia celular.

Um estudo in vitro realizado com células cancerígenas mostrou que Modutin pode ser considerado um potente inibidor de aromatase, reafirmando a importância deste ativo na longevidade celular, já que é comprovado que níveis mais elevados de testosterona aumenta atividade da telomerase.

Vias de Sinalização do Modutin™

Mecanismo de Ação:

Pela teoria mitocondrial, a senescência celular ocorre por mutações acometidas no genoma mitocondrial que alteram o metabolismo, reduzindo assim a produção de ATP e predispondo a célula ao envelhecimento. A mitohormesis tem sido uma busca constante na medicina atual com intuito de aumentar a viabilidade celular, tecidual e saúde geral do organismo. A produção de radicais livres em proporções adequadas possibilita a produção de ATP, fertilização do óvulo, ativação de genes e participação do mecanismo de defesa durante uma infecção.

Citoprotec™ regula a família p38 MAPK, enzimas sinalizadoras sensíveis ao estresse oxidativo que são conhecidas por regular o envelhecimento em vários tecidos. Como exemplo, podemos citar a inibição das enzimas NADPH oxidase e xantina oxidase que geram radicais livres. Além disso, o Citoprotec™ é capaz de sequestrar radicais superóxido e hidroxila, inibir dano ao DNA induzido por peroxinitrito, quelar e estabilizar íons de ferro (responsáveis por catalisar reações dos radicais livres), impedindo com isso, o dano oxidativo, peroxidação lipídica e morte celular.


Contraindicações / Interações Medicamentosa:

Possível interação com medicamentos metabolizados pela CYP1A, CYP3A4, CYP1A2, CYP2A6 – enzimas do citocromo P450. Deve-se ter atenção devido a inibição da glicoproteína-P e aumento da atividade da N-Acetiltransferase.


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